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VÔO
AZUL
(À Minha Amiga Rejane)

Ser
pássaro
Penetrar no mais recôndito
Dos infinitos
Foi uma ânsia tua
E nos teus vôos
Mergulhados gostos
Te conduziram a vida
Driblando a lágrima
Com um grande riso.
Dos teus gritos
Que eram verdades
Colhi motivos do existir
E os amadureci
Entre minhas fraternas lembranças
Amavas a arte
E teu proclamado anseio
Era o de conviver
Em cada linha poética
Nalguma folha azul.
Até que a madrugada veio
Sem canção de ninar
E te surpreendeu
Envolvida sempre
Com o rebuliço da escola
A transportar feixes de sol
Amiga
De tão bonitos tempos
Os de adolescência
Os da maturidade
Componho-te nos meus versos
E te digo imortal
Entre minhas saudades.
(Hildene de Carvalho)
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